Ippul pede apoio para
revitalizar a Maringá
Projeto altera sistema de tráfego e faz reformulação urbanística
Áureo Nogueira

Paulo Wolfgang
Tim-tim por tim-timStamm no Sinduscon: apelo a Clube do Comércio e Amigos da Avenida A Avenida Maringá, uma das mais importantes artérias viárias e comerciais de Londrina, vai passar por reformulação urbanística e alteração no sistema de tráfego. O projeto, cuja primeira etapa prevê a revitalização do trecho entre a Avenida Tiradentes e a rotatória da Avenida Castelo Branco (aproximadamente dois mil metros), foi apresentado quarta-feira à noite pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Mário Stamm Júnior.
O projeto prevê recolocação de guias e sarjetas, com afastamento da calçada (passeio) até o limite do recuo legal de cinco metros; a implantação de estacionamento oblíquo (com 30 graus), bancos, lixeiras, luminárias, floreiras, arborização; ampliação para duas faixas de rolamento em cada sentido, com pistas de três metros cada uma.
Nos trechos em que as construções não respeitam o recuo de cinco metros não haverá estacionamento. Segundo o presidente do Ippul, o estacionamento projetado vai possibilitar a saída de veículos sem interferência da corrente de tráfego.
A proposta de alteração no sistema viário determina a proibição das conversões à esquerda. Para viabilizá-lo, o projeto prevê a utilização das vias paralelas, transversais e perpendiculares à Avenida Maringá - como ocorre atualmente na Avenida Higienópolis. Assim, serão usadas as paralelas Samuel Moura (na face oeste) e Cornélio Procópio e Rebouças (face leste), as transversais Ibiporã e Tomasina e as perpendiculares Assaí, Cambé, Paranavaí, Jaguapitã, Astorga, Maine, João XXIII e Fernando de Noronha.
Arquivo Folha
Mudanças à vistaAvenida Maringá: estacionamento oblíquo e duas faxias de rolamento
A circulação nas transversais Tomasina e Ibiporã vão ter mão dupla. As perpendiculares Fernando de Noronha e João XXIII continuam como estão: a primeira com sentido centro-bairro e a segunda, bairro-centro.
Nas intersecções da Avenida Maringá com as ruas Ibiporã, Jaguapitã e Maine serão instalados sinaleiros. Os existentes na Tomasina e na Fernando de Noronha serão mantidos. Haverá sinaleiros também no cruzamento da Rua Samuel Moura com a Astorga. Quem trafegar no sentido rotatória da Castelo Branco-Avenida Tiradentes e necessitar ir ao Colégio Marista vai ter que dobrar na Tiradentes à direita, circular pela Praça Dom Pedro e retornar à Maringá.
‘‘Aparentemente parece difícil, mas será muito mais rápido e, principalmente, seguro para deixar e apanhar crianças na escola’’, argumenta Mário Stamm, enfatizando que a implantação das binárias e o fim das conversões pela esquerda vão facilitar o desenvolvimento do tráfego, com mais segurança e rapidez.
Mas a execução desta etapa do projeto ainda depende de negociações com proprietários de imóveis no perímetro a ser revitalizado. ‘‘Precisamos do consenso entre os proprietários. Eles concordariam com a utilização do recuo para a implantação do estacionamento oblíquo e a Prefeitura executaria o projeto’’, afirma o presidente do Ippul. Na quarta-feira à noite, Stamm Júnior pediu o apoio a representantes do Clube do Comércio e dos Amigos da Avenida Maringá, que estiveram presentes no auditório do Sinduscon.
Na segunda etapa, que ainda está em estudos, o projeto será executado até a Avenida Madre Leônia, passando pela Rua Humaitá e a transposição do Lago Igapó. ‘‘O Plano Diretor define a Maringá como uma das vias estruturais da Cidade (a chamada Estrutural Norte-Sul). Ela está projetada para transpor o Lago Igapó e chegar ao futuro aeroporto internacional, na Aviação Velha (ainda zona rural, ao sul da Cidade)’’, completa Stamm.
Durante entrevista coletiva à imprensa, ontem pela manhã, o presidente do Ippul informou que o tráfego na Avenida Maringá é de 950 veículos por sentido no horário de pico (17h45 às 18h45). De janeiro a agosto de 97, foram registrados 61 acidentes ao longo da via, sem casos de morte. A maioria teve danos materiais, sendo que apenas dois acidentes tiveram vítimas com ferimentos.

mockup