Ippul fará novas alterações na Maringá
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Áureo Nogueira 
A partir da próxima semana, o sistema viário da Avenida Maringá (zona oeste de Londrina) vai sofrer novas adaptações. Atendendo a pedidos dos comerciantes da região, o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano (Ippul) vai permitir a circulação de veículos em mão dupla nas ruas Foz do Iguaçu e Cambé. O anúncio foi feito pelo diretor técnico do Ippul, Juan Monastério, em reunião realizada ontem na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil com representantes do Clube do Comércio e Amigos da Avenida Maringá, do próprio Sinduscon e do Clube de Engenharia.
O Ippul implantou no final do mês passado o novo sistema viário da Maringá, adotando o sistema de binários. Isto é, proibiu a conversão à esquerda e determinou tráfego em uma só mão de direção nas vias paralelas, Samuel Moura (na face oeste) e Cornélio Procópio e Rebouças (na leste) e também nas transversais. Assim, o cruzamento da avenida somente é possível onde há sinaleiro.
As mudanças, entretanto, provocaram descontentamento dos comerciantes da região. De acordo com o presidente do Clube do Comércio e Amigos da Avenida Maringá, Fernando Paschoal, o novo sistema viário teria provocado redução nas vendas do comércio. A reclamação neste período de adaptação é normal. O importante é que as mudanças tornaram o trânsito da avenida mais rápido e seguro, tanto para motoristas quanto para pedestres, destacou Monastério.
Os comerciantes queriam, também, a possibilidade de conversão à esquerda na Rua João XXIII, para quem trafega no sentido Avenida Tiradentes-Rotatória da Avenida Castello Branco. Mas esta reivindicação não foi atendida. De acordo com o diretor Técnico do Ippul, a conversão não é autorizada porque contraria o conceito do projeto viário.
O sistema binário existe exatamente para evitar as conversões à esquerda, além de que seria necessário substituir o sinaleiro de dois tempos por um de três tempos. Isso impossibilitaria a manutenção da sincronia entre todos os sinaleiros da avenida, a chamada onda verde, que agiliza o fluxo de veículos, argumentou Juan Monastério.
O presidente do Clube do Comércio e Amigos da Avenida Maringá disse ao final da reunião que o acesso à avenida ainda não é satisfatório, mas vai melhorar com a possibilidade de mão dupla nas ruas Cambé e Foz do Iguaçu. O importante é que Ippul e Clube do Comércio cheguem a um consenso para melhorar as condições para os consumidores, destacou Paschoal.


