IPPUL estuda solução para a Castelo Branco
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terça-feira, 05 de outubro de 2004
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, informou no início desta semana que não havia recebido do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) a proposta de mudanças no trânsito da Avenida Presidente Castelo Branco (Zona Oeste de Londrina), em frente à Policlínica Municipal. Na última sexta-feira o aposentado Shigeru Kikuchi, de 80 anos, morreu no local, vítima de atropelamento.
A morte de Kikuchi levantou vários questionamentos sobre os perigos gerados pelo trânsito intenso e pela falta de sinalização no local. Embora uma placa indique que a velocidade máxima na via é de 50 km/h, a grande maioria dos veículos passa em frente à clínica, que está localizada em uma descida, em velocidade muito superior. No dia do acidente uma funcionária chegou a dizer que nos horários de maior fluxo de carros para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a avenida vira uma ''pista de corrida''. A Policlínica foi inaugurada em março, e tem capacidade para realizar até 2,5 mil consultas por mês, em diversas especialidades.
Segundo Álvaro Grotti, porém, a discussão não deve ser se o local é ou não apropriado, mas se os motoristas estão se comportando como devem. ''Eles devem ter consciência e respeitar os limites de velocidade.'' Grotti informou que medidas como quebra-molas e semáforo estão praticamente descartadas no local. ''O quebra-molas é proibido pelo Código de Trânsito, e o semáforo não se justifica, pelo pequeno número de pedestres. As soluções têm que ser encontradas sem prejudicar o bom fluxo do trânsito, por isso semáforo é sempre a última alternativa adotada.'' Ele disse que espera para a semana que vem uma proposta do IPPUL para o local.
O filho de Shigero Kikuchi, Mário Mitsuo Kikuchi, afirmou que o pai, apesar da idade, era uma pessoa bastante independente, e questionou a informação dada por uma enfermeira de que o pai estaria olhando para a direção contrária à dos veículos quando foi atropelado. ''Acho que isso não procede, porque ele dirigia há anos, e já tinha atravessado mais da metade da pista. Naquele dia ele tinha dirigido de Rolândia até Londrina, comigo ao lado dele, sem nenhum problema. Eu tinha tanta confiança nele que deixei que fosse sozinho à consulta'', afirmou Mário.


