Ippul estuda instalação na Tiradentes
A engenheira civil de transporte do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Cristiane Biazzono Dutra, observa que um das primeiras botoeiras a serem instaladas na cidade foi na Avenida Winston Churchill, há cerca de 10 anos. "Ela foi retirada em função do fluxo de veículos que se intensificou naquele corredor principal de ligação da área central para a zona norte. O planejamento foi direcionado à instalação de semáforos embaixo do viaduto de forma coordenada com os localizados em frente à (empresa) ZKF, atendendo tanto o pedestre quanto o motorista", explica.
Em relação ao dispositivo instalado na Avenida Duque de Caxias, em frente ao Centro Cívico, Cristiane ressalta que existe uma concentração de travessia muito forte naquele ponto, o que justifica a instalação de um equipamento voltado especificamente para travessia de pedestres.
"Não existe um determinado momento em que o Ippul estuda a instalação de semáforos com botoeiras na cidade. É uma rotina de trabalho em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), subsidiado em dados estatísticos dos acidentes registrados pelo 5º Batalhão da Polícia Militar e as contagens volumétricas de tráfego feitas por pesquisadores em pontos estratégicos da cidade", argumenta a engenheira.
Esse conjunto de dados e também a manifestação da comunidade que enfrenta dificuldades para fazer a travessia vão subsidiar a decisão sobre a instalação do equipamento. Segundo a engenheira, a "legislação federal que é o Código de Trânsito Brasileiro define parâmetros mínimos para justificar a instalação semafórica."
Em relação ao planejamento, Cristiane adianta que há um projeto para a Avenida Tiradentes, em frente ao Banco Bradesco. O Ippul já encaminhou um projeto para a CMTU e a Secretaria Municipal de Obras sobre a quinta faixa exclusiva de ônibus, o que inclui um semáforo com botoeira para pedestres naquele trecho. (M.O.)





