Tanto o Instituto de Pesquisa e Planejmento de Londrina (Ippul) quanto a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) desconhecem o número de vagas para a carga e descarga na cidade e, o que é pior, não há um planejamento de onde elas podem ser implantadas.
Segundo a assessoria de imprensa da CMTU, a obrigação de projetar e de manter um banco de dados com o número de vagas existentes para carga e descarga na cidade é do Ippul, enquanto a CMTU é a responsável por realizar a sinalização vertical e horizontal desses espaços. O diretor de Trânsito e Sistema Viário do Ippul, Hirak Ohara, afirmou que a implantação de parquímetros e a introdução de corredores exclusivos para ônibus eliminou algumas vagas de carga e descarga e isso fez o Ippul perder o controle dessas informações.
Enquanto isso, a demanda por esse tipo de vaga aumenta em outras regiões. A gerente de uma loja de calçados na Avenida Saul Elkind (Zona Norte), Madalena Salvador Camargo, relatou que há dois anos alguns comerciantes do bairro enviaram um abaixo-assinado à CMTU pedindo a implantação de vagas para carga e descarga, mas não foram atendidos. ''Os motoristas que realizam entregas aqui na loja reclamam muito e nos dias de chuva a mercadoria chega toda molhada, porque ninguém consegue parar perto daqui'', explicou.
O frentista Adão Claudionor confirma, informanod que muitas vezes precisa deixar seu caminhão 300 metros distante da loja. ''Eu acabo carregando a mercadoria nas costas. O problema é que tem muitas lojas de móveis e fica difícil trabalhar assim'', reclamou.
O diretor do Ippul, Hirak Ohara, informou que basta que três comerciantes encaminhem ao Ippul um pedido de instalação de vagas exclusivas para carga e descarga. O pedido será analisado pelos técnicos do instituto, porém, ele não deu prazo de quanto tempo levaria para o órgão autorizar ou não. (V.O.)

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