Ippul diz que substituirá obstáculos por lombadas e radares eletrônicos
Londrina tem aproximadamente 930 quebra-molas, mas o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano (Ippul) ainda não sabe quantos estão fora das determinações da nova regulamentação.
O Ippul, órgão que gerencia o trânsito da cidade, tinha prazo até a semana passada para adequar as lombadas à Resolução 39/98, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, justifica o não-cumprimento do prazo estabelecido pelo Contran dizendo que o trânsito é muito dinâmico e exige mudanças constantes. Ele acrescenta que o prazo de 180 dias concedido pela regulamentação é muito curto e certamente não pôde ser cumprido por nenhum médio ou grande município do País.
Estamos fazendo a adequação na medida em que intervimos no sistema viário, destaca Mário Stamm Júnior, acrescentando que o projeto do Ippul é substituir os quebra-molas por radares controladores de velocidade e por lombadas eletrônicas.
O presidente do Ippul lembra que já foi aberto processo de licitação para a instalação de radares. De acordo com o edital de licitação, em janeiro deve ser iniciada a instalação de radares em 70 pontos das vias mais rápidas, de maior movimento de veículos e pedestres e com maior abuso de velocidade.
Quanto às lombadas eletrônicas, Londrina já conta com 19 unidades e a previsão é de que este número seja ampliado. Stamm diz que ainda não sabe o número de novas lombadas eletrônicas. Estamos fazendo um amplo estudo sobre essa necessidade.
Sobre a responsabilidade que o município terá em caso de acidentes em quebra-molas irregulares, o presidente do Ippul disse que enquanto não for possível fazer a adequação em 100% das vias da cidade não há alternativa a não ser correr o risco. Entretanto, revela que o órgão vai fazer uma campanha educativa visando reduzir a zero o número de mortes no trânsito da cidade. (A.N.)





