De acordo com a gerente de trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Cristiane Biazzono Dutra, as pesquisas trimestrais indicam quais são os pontos mais críticos do trânsito. Entre outros ítens são analisados a quantidade de veículos e a severidade dos acidentes.
Ela afirmou que são quatro os horários de pico na cidade: das 7h às 8h, das 11h45 às 12h45, das 13h às 14h e das 17h45 às 18h45. ''O do início da noite é sem dúvida o pior horário.'' Segundo ela, os congestionamentos são uma justificativa para a implantação do escalonamento dos horários de saída do comércio. ''Nas escolas de grande porte exigimos que os alunos sejam liberados em horários diferentes. Quinze minutos fazem muita diferença na via, seria muito bom se esta regra também fosse aplicada no comércio'', lembrou.
De acordo com a gerente, encontrar soluções que permitam aumentar a capacidade das vias é o maior desafio do Ippul. ''Estamos substituindo os semáforos eletromecânicos pelos eletrônicos, que permitem várias programações de tempo de acordo com os horários de maior e menor movimento daquela rua'', disse. Ela afirmou que fazer duplicações e alargamentos não é adequado. ''Não queremos uma cidade para carros e sim para pessoas. Acreditamos que a solução está na priorização do transporte público coletivo. Também queremos incentivar os deslocamentos de bicicleta e a pé'', completou.
Cristiane apontou que Londrina não tem pontos críticos e sim corredores. ''Observamos os principais problemas nas avenidas Wiston Churchil, Leste-Oeste, Tiradentes e JK. Mesmo com planejamento e semáforos sincronizados, nos horários de pico estas vias não dão conta de escoar os veículos'', disse.
Ele afirmou que, ao contrário do que as pessoas pensa, a ''onda verde'' nos semáforos não é a solução para todos os problemas. ''A instalação deste sistema em uma via de mão única é um trabalho relativamente simples se tivermos os semáforos adequados, mas sabemos que o sistema funciona apenas enquanto o número de veículos está dentro da capacidade da via'', disse. Ela explicou que em uma via de mão dupla, quando se cria ''onda verde'' em um dos sentidos, obrigatoriamente, é criada uma ''onda vermelha'' no sentido oposto. ''A engenharia de tráfego precisa pensar nas ruas transversais que cortam aquela avenida principal. Nestes casos a sincronia dos semáforos dos dois lados é complicada'', justificou. (M.A.)

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