Londrina - O Ippul pretende criar mecanismos para facilitar o acompanhamento das ações desenvolvidas pelo órgão. O assessor técnico da diretoria do instituto, Carlos Augusto da Silva, ressalta que é preciso preparar e finalizar a organização das informações para disponibilizá-las no site. "Estamos trabalhando desde o começo do ano para isso. Todos os Estudos de Impacto de Vizinhança (EIVs), por exemplo, serão colocados na página do Ippul. Alguns documentos que tramitam em fase final já estão disponíveis", explica.
O arquiteto e urbanista atua há três anos no Ippul. Ele afirma que a associação do conhecimento técnico e político às novas tecnologias criaram formas de planejamento. No entanto, falhas na infraestrutura humana e na logística comprometem a atuação do órgão. "O número de funcionários é reduzido. Em Londrina são 12 técnicos entre engenheiros, geógrafos e arquitetos. Em Joinville são 70 e em Curitiba são, aproximadamente, 300. Mas se houvesse uma revisão na exigência dos EIVs, por exemplo, gastaríamos menos energia na análise dos processos", garante.
Segundo ele, a lei atual possui regulamentações gerais. Como exemplo, o urbanista citou a construção de uma escola. "A obra precisa de EIV. Mas a lei não delimita o número de alunos. Então nós temos que analisar EIVs de escolas com 20 alunos e de escolas com 3 mil alunos com o mesmo rigor. Se os procedimentos fossem redefinidos ficaria mais fácil e a tramitação seria mais ágil. Da forma como está, a lei criou a contravenção por conta das falhas", ressalta Silva.
O arquiteto lembra que o instituto está aberto às sugestões da comunidade e deve aprimorar os canais de comunicação. "As pessoas têm uma ideia de que a participação popular é gritar, vandalizar e falar mal do poder público. Na época da ditadura sim, mas a gente subiu esse degrau. Hoje a sociedade precisa se organizar; tem que haver críticas, mas só isso não basta", destaca. (V.C.)

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