Ippul anuncia 80 radares anti-velocidade
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quarta-feira, 01 de outubro de 1997
Luka Morais Londrina 
O motorista londrinense terá que desacelerar, ficar de olho no velocímetro e atento às placas de sinalização. Aqueles que não respeitarem a velocidade máxima a ser estabelecida pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) no perímetro urbano serão multados.
A velocidade média a ser mantida nas principais vias da Cidade deverá ser de 40 quilômetros por hora. Placas sinalizadoras instaladas em várias ruas do centro de Londrina já indicam esse limite de velocidade.
As multas só começam a ser cobradas a partir do próximo ano, mas hoje - segundo informação divulgada pelo instituto -, técnicos e diretores de empresas, inclusive do Exterior, estarão na Cidade, fazendo demonstração dos equipamentos controladores de velocidade e detectores de avanço de sinal.
A previsão é de que sejam instalados 80 radares móveis e fixos e um número ainda não definido de placas de sinalização de velocidade nas ruas de Londrina.
A Cidade não será mais a mesma após essas medidas. Vai se transformar em modelo para o Norte do Paraná, diz o diretor-presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior.
Na opinião de Stamm Júnior, a redução da velocidade - que vai variar entre 40 Km/h e 60Km/h - não vai causar engarrafamento no trânsito. Vai melhorar a fluidez e aumentar a segurança, ele garante.
Stamm Junior afirma que o objetivo não é aumentar a arrecadação municipal através das multas aos infratores, mas sim promover a educação pelo bolso. Segundo ele, a principal meta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina é reduzir o elevado índice de acidentes, causados em sua maioria pelas altas velocidade no perímetro urbano.
Mesmo assim, as multas serão a fonte de recursos para pagamento da empresa a ser contratada para implantar e manter o sistema de controle de velocidade. A empresa só vai receber parte do que for arrecadado com as multas, diz stamm.
O presidente do Ippul explica que 45% do valor de cada multa paga serão destinados ao Ippul, que repassará uma parte para a empresa que vencer a licitação.
O restante, afirma Stamm Junior, será utilizado em obras de engenharia, entre elas trincheiras (escavações na terra para passagens de nível) que o Ippul pretende realizar nos próximos dois anos.
De acordo com Stamm Júnior, cinco empresas que já possuem equipamentos de controle de velocidade instalados no Brasil e no exterior vão demonstrar aos técnicos do instituto o funcionamento dos aparelhos. As pessoas que ultrapassarem a velocidade permitida serão fotografadas e terão a multa emitida pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).
Questionado sobre a existência das lombadas eletrônicas, que funcionam como redutores de velocidade, Stamm Júnior explicou que elas têm uma ação pontualizada, promovendo a desaceleração em locais específicos.
Já esses equipamentos que pretendemos instalar terão uma ação mais abrangente, serão mais espalhadas pela cidade.
A experiência a ser implantada em Londrina no próximo ano, diz Stamm Junior, já foi adotada em São Paulo e cidades do interior paulista como Campinas e Sorocaba.


