Curitiba

Arquivo FolhaAbandonoCom áreas sujeitas a alagamentos e exibindo alto índice de violência, o Parolin é alvo de um projeto de reorganização que inclui a regularização de moradias, abertura e pavimentação de ruas e implementação de uma cooperativa de lixo reciclávelO Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) está desenvolvendo um estudo para urbanizar a região da favela do Parolin, um dos principais redutos do tráfico de drogas da cidade. Apesar do alto custo do projeto, a intenção dos técnicos é reorganizar os locais para seleção do lixo reciclável - feita atualmente no meio da rua - e construir áreas de acesso facilitado por toda a favela. Duas vias também deverão ser construídas paralelamente ao rio que corta o bairro, evitando os problemas constantes de alagamento.
Segundo o coordenador do Programa de Habitação do Ippuc, Marco Aurélio Becker, a maior dificuldade da prefeitura está na desocupação dos locais que seriam utilizados no projeto. ‘‘Grande parte da favela é formada por áreas de invasão, e não há recursos suficientes para desapropriá-las’’, diz. Segundo o arquiteto do Ippuc, a prefeitura vem tentando obter empréstimos junto ao governo federal para financiar o projeto.
Além do alargamento e pavimentação das ruas que cortam a favela - o que facilitaria o acesso da polícia aos locais com maior índice de ocorrências no bairro - o Ippuc também estuda a construção de uma cooperativa de separação de lixo reciclável. Mantida pela Fundação de Ação Social (FAS), a cooperativa acabaria com o problema de acúmulo de plásticos e papéis nas ruas. ‘‘Seria também uma opção organiza de renda para os moradores do Parolin’’, afirma Becker.
O projeto do Ippuc também pretende regularizar parte das moradias construídas no local, que ocupam áreas impróprias sujeitas a deslizamentos. A regularização seria feita em convênio com a Companhia da Habitação (Cohab), responsável pela construção e distribuição das casas.

mockup