Emerson Cervi
De Curitiba
Começou ontem a série de reuniões entre técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e representantes de entidades de classe da construção civil e do mercado imobiliário sobre a de nova lei de zoneamento e uso de solos. A Lei, que foi exposta pelo prefeito Cassio Taniguchi há várias associações de moradores, políticos e representantes da sociedade, pode ser modificada depois dessas novas reuniões com os empresários.
Os encontros devem continuar até sexta-feira. Estão discutindo a versão final da proposta representantes do Sindicato da Habitação (Ademi), Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Sindicato da Construção Civil (Secovi), Associação Comercial do Paraná (ACP), Associação Paranaense dos Escritórios de Arquitetura e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Os representantes das entidades de classe preferiram apresentar suas propostas depois de encerrado o período de reuniões públicas para discutir o projeto. Representantes das associações de bairros não foram convidados.
‘‘Vamos continuar tratando ponto por ponto das divergências que temos com a proposta do Ippuc até o fim da semana’’, disse ontem o presidente da Aspea, arquiteto e urbanista Eli Loyola. A principal divergência dos empresários com a proposta da prefeitura é sobre o recuo dos prédios, considerado muito alto, cerca de um sexto da altura da construção. Esse limite reduziria o tamanho dos edifícios e permitiria maior área de insolação entre eles.
A previsão é que o projeto de lei fique pronto até o início de novembro. Ele deverá ser protocolado na Câmara no próximo dia 4, quando começa um seminário organizado pela Comissão de Urbanismo e Obras Públicas para tratar do assunto.

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