Ippuc diz que aceitou
maioria das propostas
Para o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa, toda discussão sobre a lei é saudável, desde que os resultados não favoreçam apenas um setor específico da sociedade. ‘‘Houve um largo processo de discussão durante dois anos, onde muitas propostas terminaram sendo incorporadas ao projeto final’’. Segundo ele, as entidades da construção civil e mercado imobiliário apresentaram 17 sugestões oficiais, das quais 12 foram acatadas.
O presidente do Sinduscon, Eliel Lopes Ferreira Junior, garante que técnicos e empresários entregaram centenas de propostas ao Ippuc e apenas uma minoria, sem importância, foi incorporada ao texto final. ‘‘Na minha opinião, todas as propostas são relevantes e se o Ippuc não aceitou alguma é porque concluímos que ela contraria o interesse geral da sociedade’’, disse.
Hayakawa lembra que o conceito principal da nova lei de zoneamento e uso de solos é a manutenção da qualidade de vida da população. ‘‘Estamos prevendo mecanismos para garantir a qualidade de vida aos curitibanos para os próximos 30 anos, pelo menos’’. Por esse motivo, a lei precisa ser flexível, na opinião dele. ‘‘Não podemos engessar a proposta porque quando precisarmos de adequações menores, teremos que propor uma nova revisão na lei’’.
O presidente do Ippuc disse ter sido surpreendido pela declaração dos empresários de que o Ippuc pretende substituir a Câmara de Vereadores na legislação sobre urbanismo. ‘‘Eles sabem muito bem que a cidade é dinâmica e se o plano de 1966 não tivesse previsto adequações no decorrer dos anos, teria sido muito mais difícil o relacionamento entre poder público e empresários nesse período’’. (EC)

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