Emerson Cervi
De Curitiba
O presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, não concorda com a criação de uma comissão mista, formada por técnicos do instituto e representantes de entidades do setor imobiliário e da construção civil, para discutir pontos específicos da nova lei de zoneamento e uso de solo. ‘‘Fizemos 24 reuniões com a população para discutir a lei, se uma comissão mista mudasse a proposta seria um desrespeito com as pessoas que apresentaram as sugestões publicamente’’, disse Hayakawa.
Segundo o presidente do Ippuc, a proposta da prefeitura deve começar a tramitar na Câmara Municipal na primeira quinzena de novembro, depois do seminário organizado pela Comissão de Urbanismo e Obras Públicas para tratar desse assunto. O evento acontece nos dias 4 e 5 de novembro. Hayakawa acredita que a lei possa ser votada ainda neste ano. ‘‘Estamos abertos para sugestões há mais de um ano e até agora nenhuma entidade de classe oficializou propostas para melhorar o atual projeto de lei’’, lembra. ‘‘Se as entidades têm justificativas para mudar a lei, devem apresentá-las, como fizeram aqueles que participaram das reuniões públicas.’’
As nove entidades de classe entregaram, na terça-feira, ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL) uma carta sem sugestões específicas. No documento, as entidades pedem um período de transição para a entrada em vigor das novas determinações. Além disso, eles também solicitam um plano diretor para a região metropolitana. ‘‘Isso não podemos fazer porque foge da nossa competência; o prefeito de Curitiba não pode determinar como serão as construções em municípios vizinhos’’, explica o presidente do Ippuc.
Um dos pontos mais polêmicos da nova lei de zoneamento é o aumento do índice de recuo lateral nas construções civis da cidade. A proposta é manter o índice de H/6 (um sexto da altura como recuo) para todas as regiões. Atualmente, os recuos mínimos são variáveis. ‘‘O índice que apresentamos foi analisado por professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e até agora nenhuma entidade deu uma justificativa convincente para modificá-lo, por isso ele será mantido.’’
Hayakawa diz que os técnicos do Ippuc ainda estão recebendo sugestões para o novo zoneamento. ‘‘Mas os representantes de classes também podem enviar as propostas aos vereadores quando o projeto estiver tramitando na Câmara.’’Para presidente do Instituto, Luiz Hayakawa, mudança das propostas nesse momento seria um desrespeito com as pessoas
Arquivo FolhaÚltima horaLuiz Hayakawa diz que Ippuc está aberto para sugestões há mais de um ano e que até agora nenhuma entidade de classe oficializou propostas

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