A prefeitura de Curitiba está restringindo alguns procedimentos médicos do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Desde do começo do mês, estão suspensos por 120 dias novos atendimentos de angiologia, homeopatia, fonaudiologia, psicologia, psiquiatria e orientação vocacional. De acordo com o secretário municipal de Adminitração e presidente do IPMC, José Alberto Reimann, a media é para equilibrar o caixa do instituto. No entanto, o vereador Tadeu Veneri (PT) e o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) consideram a atitude como um prenúncio para a privatização do órgão.
Reimann diz que a medida faz parte de uma série ações que buscam o equilíbrio atuarial e adaptação a nova lei nas áreas de saúde e previdência do IPMC. Segundo ele, o instituto não está conseguindo se autogerir, por cfalta de recursos. Mensalmente, o IPMC acumula uma dívida rala de R$ 900 mil, frente uma arrecadação de R$ 2 milhões. ‘‘O problema é que os servidores pagam um preço, mas têm acesso a uma enorme gama de serviços’’, diz. Atualmente, a instituição quitou os débitos de novembro com fornecedores e hospitais, somando um débito total de R$ 9 milhões.
O secretário diz que está sendo realizado no IPMC um estudo atuarial. Com base nele, será estabelecido um novo perfil de serviços ofertados. ‘‘Se no dia-a-dia for preciso realizar mais cortes, ele serão feitos’’, afirma. Além disso, será dividido a área de assistência e saúde da previdenciária. Hoje, a saúde tem um contribuinte para cada três, totalizando 70 mil pessoas. Já a previdenciária recebe R$ 45 mil para pagar R$ 800 mil aposentadorias.(I.R.)

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