O 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá determinou ontem a abertura de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias de arbitrariedades que teriam sido cometidas em Mandaguaçu por cerca de 10 policiais contra uma família de pedreiros e roçadores. Segundo informações do tenente Ademir Fonseca Júnior, do setor de relações públicas, o inquérito já foi instaurado e os PMs envolvidos na denúncia começam a ser ouvidos hoje.
Os acusados (o tenente Fonseca só confirmou os nomes dos soldados Marconi e Mendonça) também serão ouvidos amanhã pelo delegado Maurício Camargo, de Mandaguaçu, que abriu inquérito a pedido do promotor Élcio Arruda.
Segundo as denúncias feitas pelo roçador aposentado Félix Araújo da Silva, 73 anos, os PMs invadiram sua casa no sábado de Aleluia, bateram nele, em seus três filhos e na enteada de um deles, que está grávida. Em seguida, algemaram os filhos e a sua mulher, Ermelinda, e os levaram à delegacia, onde todos passaram a noite. Segundo Félix e um de seus filhos, Isaac, os PMs ‘‘cheiravam à bebida’’.
O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Alberto Augusto da Silva, viajou ontem à Curitiba para participar de uma reunião do comando da PM, que discutiria as últimas denúncias de arbitrariedades cometidos pelos policiais.

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