O tenente Fernando Klemps, encarregado pelo inquérito militar que vai apurar o envolvimento dos policiais indiciados no caso, começou a ouvir as testemunhas esta semana. Ele tem um prazo de 40 dias, prorrogáveis por mais 20, para concluir a investigação, que então será encaminhada para a Auditoria Militar. Da auditoria, o processo segue para o juiz militar e depois para a Promotoria Militar, que decidirá se os dois serão ou não denunciados pelos crimes que estão sendo acusados. Se a denúncia for feita, ambos irão à julgamento e no caso de serem condenados, podem pegar de seis meses a dois anos de detenção, por omissão de cumprimento do dever.
A equipe da Folha tentou contato com os policiais Gerson Espijorin e Irivan dos Santos, mas eles não estavam em serviço ontem. O próprio comando deixou recado na casa dos dois policiais, pedindo que eles fizessem contato, mas nenhum dos dois retornou a ligação. Segundo o tenente, como as investigações começaram essa semana, os PMs ainda não contrataram advogado para representá-los.

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