IPM indicia subtenente, sargento cabos e soldados em Londrina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Maranúbia Barbosa<bR> De Londrina 
A Folha teve acesso aos nomes dos 28 policiais de Londrina indiciados no Inquérito Policial Militar (IPMs), instaurado no 5º Batalhão para investigar suposta insubordinação disciplinar de PMs nas manifestações realizadas em frente ao quartel durante o movimento de esposas, em maio deste ano.
Os policiais, entre eles uma mulher, são acusados de transgressão disciplinar de natureza grave. Eles deverão agora passar por uma auditoria e se o promotor militar oferecer denúncia, podem ser expulsos da corporação. Quatro oficiais também estão indiciados, mas seus não foram divulgados. Contra esses militares também pesa a acusação de prevaricação, por não terem exercido a autoridade no episódio do Com-Tour Shopping Center, quando PMs viraram as costas e vaiaram o então comandante em Londrina, tenente-coronel Robenson Máximo Fim. Esse caso está sendo investigado em um outro IPM, que tem 63 policiais indiciados. A Folha não teve acesso à essa lista, mas fontes ligadas à PM garantiram que o tenente-coronel Fim foi indiciado.
O soldado Marco Antonio Marton, um dos indiciados, entrou anteontem com pedido de exclusão da Polícia Militar. Ele teria alegado perseguição por parte de oficiais, pela sua participação no movimento. Marton teve o salário reduzido e o adicional de risco de vida cortado, além de ser proibido de usar a farda. Também havia sido transferido de Londrina para Guarapuava.
O coronel Neuri Pires de Oliveira, do setor de comunicação social do Comando Geral da PM em Curitiba, garantiu que os indiciados terão direito a defesa.


