O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) começou a examinar ontem produtos utilizados em festas juninas, como milho para pipoca, vinhos populares e canjica. Em Curitiba, serão verificadas 480 unidades, de 24 tipos de produtos e 18 marcas. A checagem começou no dia 15 e prossegue até o final do mês. ‘‘Quando a demanda é grande, aparecem produtos de diversas origens. É aí que o consumidor pode ser lesado’’, disse o presidente do Ipem, Juraci Barbosa Sobrinho.
Segundo ele, muitas mercadorias juninas são feitas artesanalmente e não apresentam os cuidados necessários com quantidade e embalagem. ‘‘A população está atenta ao preço e à validade, mas não à quantidade’’, afirmou o presidente do Ipem. ‘‘Nem sempre o preço mais baixo é relativo a respeito com o consumidor.’’
Um dos exemplos é a aguardente Caninha Portão. Em um lote de 20 amostras, 11 tinham menos quantidade do produto do que os 950 ml indicados no rótulo - a tolerância é a existência de apenas uma amostra irregular em um lote de 20. Uma delas tinha só 918 ml. A média encontrada nas 20 garrafas foi de 936,9 ml. Isso significa que, a cada 73 garrafas, o fabricante está recebendo por uma que nunca chegou ao mercado.
O exame confere o peso indicado na embalagem e a formatação dos dados.
Se o produto estiver irregular, a empresa pode receber apenas uma advertência ou multa de até 4.800 UFIRs (R$ 4.600,00). Segundo Barbosa Sobrinho, a multa atual é baixa, mas poderá variar entre 200 UFIRs (R$ 192,00) e 3 milhões de UFIRs (cerca de R$ 2,9 milhões) se o projeto de lei - que moderniza o sistema nacional de metrologia, normalização e qualidade industrial, e está tramitando no Congresso Nacional - for aprovado.
Os resultados dos primeiros testes serão revelados amanhã. Barbosa Sobrinho disse que a operação não é contra o empresário, mas para garantir qualidade ao produto e respeito ao consumidor. ‘‘Mesmo porque o índice de irregularidade do Paraná é de 1,2%. A média nacional é de 3,4%.’’Arquivo FolhaO presidente do Ipem, Juraci Barbosa Sobrinho: ‘‘Quando a demanda é grande, aparecem produtos de diversas origens. É aí que o consumidor pode ser lesado’’Índice de
problemas no PR é
de 1,2%, contra 3,4%
da média nacional

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