Ipem inicia fiscalização de botijões
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quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Arquivo FolhaMeta do Ministério das Minas e Energia é requalificar 68 milhões de botijões até o ano 2006 e os demais até 2011Fiscais do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) e do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) vão vistoriar distribuidoras de GLP, o gás de cozinha, a partir de hoje, em Curitiba. O objetivo é verificar o cumprimento da Portaria nº 334/96, do Ministério das Minas e Energia, que entrou em vigor na última quarta-feira. Por medida de segurança, a nova lei proíbe a comercialização de botijões que não tenham a mesma marca no rótulo e no lacre.
A distribuidora que estiver com botijões envasados por outra empresa vai ser notificada e terá dez dias para regularizar a situação. Se não fizer isso, é possível a aplicação de multa. Os fiscais do Ipem-PR e do DNC vão iniciar o trabalho pela manhã e também devem observar o estado de conservação dos vasilhames. A portaria foi baixada no dia 1º de novembro do ano passado, mas só começou a valer agora para que as distribuidoras pudessem se preparar.
A medida obriga as distribuidoras a fazer a avaliação permanente dos botijões, que precisam ter o nome gravado em alto relevo para facilitar o reconhecimento da marca. De acordo com o Ministério das Minas e Energia, existem cerca de 80 milhões de vasilhames em uso no País. A meta é requalificar 68 milhões deles até o ano 2006. O restante, até 2011.
Dos botijões utilizados no Brasil, aproximadamente 15 milhões pertencem à Ultragaz. De janeiro a agosto deste ano, a distribuidora recondicionou 600 mil vasilhames. Cerca de 200 mil estavam sucateados. As informações são do superintendente de relações institucionais da empresa, Carlos Machado. Cada recipiente custa R$ 6,50 para recuperação, informa ele, por telefone, de São Paulo.
O superintendente da distribuidora considera a portaria importante para quem compra gás. A lei dá mais responsabilidade ao consumidor, que daqui para a frente precisa olhar se o botijão, o lacre e o rótulo têm a mesma marca e levar um produto confiável para casa, que tenha garantia de reposição no caso de algum problema, comenta Machado.


