Ipem inaugura laboratório em Maringá
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quinta-feira, 16 de abril de 1998
Marcos Zanatta 
O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) inaugura hoje em Maringá o segundo maior laboratório de grandes massas do país. O laboratório vai realizar a aferição de balanças com capacidade de 50 a 5 mil quilos, além de dispor de medidores de comprimento e volume, inspecionar veículos e cargas perigosas, e emitir laudos técnicos para empresas interessadas na certificação internacional de qualidade. Com a estrutura montada em Maringá o Ipem terá condições de atender toda região Sul do Brasil e países parceiros do Mercosul.
Hoje o Ipem possui apenas um posto de coleta em Maringá. O trabalho se resume a aferição de balanças pequenas, produtos embalados e regulagem de bomba de postos de combustíveis. Todos os serviços de porte são encaminhados para outras unidades do instituto ou deixam de ser realizados com precisão, como a vistoria de veículos e cargas perigosas. Esse tipo de aferição é realizado atualmente apenas em operações especiais. Com o laboratório será possível verificar o volume da carga e as condições dos veículos que transportam produtos perigosos.
A previsão é que 3.600 balanças de grande porte passem por ano pela aferição dos técnicos do laboratório de Maringá. Apenas no Paraná são aferidas cerca de 2.400 balanças de grande porte a cada ano, além de 200 calibrações de pesos de 500 quilos no âmbito de metrologia legal. O laboratório será também o primeiro do gênero da América Latina credenciado pela Rede Brasileira de Calibração (RBC). O credenciamento é necessário para a emissão de laudo técnico de certificação da série ISO-9000.
O prédio do Ipem foi construído em parceria com a Prefeitura de Maringá, que investiu R$ 450 mil. O governo do Estado, através do programa Paraná Urbano, está investindo R$ 600 mil para equipar o laboratório. O prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), explica que com a estrutura do Ipem a meta é atrair grandes empresas que operam com máquinas e equipamentos de porte. Essas empresas, continua Gianoto, hoje estão concentradas nos grandes centros e com o laboratório de Maringá a tendência é a descentralização de investimentos para o interior.


