Ipem fiscaliza materiais de limpeza
Ipem fiscaliza materiais de limpeza
Lucilia Okamura
Milton DóriaNa balançaTrautwein no Ipem: pacote de 500 gramas continha apenas 432Equipes do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) estão fazendo blitze no comércio de todo o Estado. O objetivo é identificar possíveis irregularidades no peso de materiais de limpeza e higiene. Em Londrina, duas marcas de sabão em pó foram reprovadas porque o conteúdo de algumas amostras estava com peso abaixo do indicado na embalagem.
Durante alguns dias, técnicos do Ipem fizeram um exame prévio nos estabelecimentos comerciais, pesando cinco unidades de cada produto. Como foram encontrados indícios de irregularidades em três marcas de sabão em pó, foram recolhidas 20 unidades de cada uma para que a pesagem fosse feita na sede do Instituto.
O fiscal de metrologia do Ipem, Marcelo Trautwein, informa que o sabão em pó Biju (da fábrica Arisco) foi reprovado porque 10 amostras estavam com peso abaixo do tolerável - que é de 485 gramas para um pacote de 500 gramas. Foram encontradas amostras com até 432 gramas, observa. O Ipem estipula que apenas uma das 20 amostras pode estar com esse tipo de irregularidade.
O sabão em pó Minerva (da Gessy Lever) também foi reprovado pelo mesmo motivo - duas amostras estavam com peso abaixo do permitido. Ontem mesmo foram lavrados autos de infração para as duas empresas, que terão um prazo de 15 dias para apresentar defesa.
Sobre a possibilidade de multar as empresas, Marcelo Trautwein explica que a decisão é do departamento jurídico do Ipem. A multa pode chegar a 4.800 Ufir (R$ 4.613,28), dependendo da gravidade e do tipo do produto. Pode até haver apreensão dos produtos.
O presidente do Ipem no Paraná, Juraci Barbosa Sobrinho, explica que todos os meses são realizadas blitze em determinado setor. Neste mês, o trabalho teve início no dia 7 e termina amanhã, quando poderá ser feito um balanço da situação dos materiais de higiene e limpeza.
Barbosa Sobrinho adianta que o índice de irregularidades encontradas no mercado foi baixo. Em Curitiba, por exemplo, foram coletados 48 produtos; só um estava irregular. Tínhamos a expectativa de que haveria mais problemas, afirma o presidente do Ipem. O mercado mais competitivo faz com que as indústrias cada vez mais se ajustem à qualidade.





