O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) fiscalizou até ontem 26 locais de comercialização de materiais de construção em Londrina. Os fiscais estão fazendo uma verificação quantitativa, ou seja, conferindo se as quantidades indicadas nas embalagens são iguais as apresentadas pelos produtos. Até agora foram recolhidos para perícia seis tijolos e amostras de outros três produtos como argamassa, cimento e cal. Das 26 lojas visitadas, seis poderão ser multadas.
De acordo com o gerente regional do Ipem, Marcelo Trautwein, nem sempre os donos dos locais são os responsáveis pelas infrações. A irregularidade pode ser pratica pelo fabricante. Os proprietários dos estabelecimentos só serão multados nos casos em que os materiais não identifiquem o fabricante e quando o dono da loja não conseguir provar, por meio de nota fiscal, de quem comprou o produto. Ele lembra que os proprietários destes estabelecimentos têm 15 dias para comprovar a procedência dos materiais.
Dos produtos coletados, dois já passaram pela perícia: a cal e a argamassa. Das 20 amostras recolhidas de cal, 13 foram reprovadas na perícia individual. O menor peso registrado foi de 17,054 kg, sendo que o ideal seria 19,8kg e a tolerância é de 1%. Já de argamassa foram coletadas 14 amostras das quais duas reprovaram também no item individual. Os fabricantes dos produtos, se condenados, poderão pagar uma multa que varia de R$ 100,00 a R$ 150,00.
A fiscalização deve durar todo o mês de setembro, segundo informou Trautwein. Ele lembra que agora o trabalho se estenderá para as regiões mais periféricas e também para algumas cidades vizinhas de Londrina, como Cambé, Ibiporã e Jataizinho.

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