Ipem fiscaliza camisinhas disponíveis no mercado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de fevereiro de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) começou ontem a fiscalizar farmácias, motéis e supermercados, conferindo os preservativos masculinos disponíveis no mercado. As camisinhas devem ter impresso na embalagem o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e estar no prazo de validade do fabricante.
A blitz está sendo realizada em todo o País e é uma orientação do Inmetro. Os fiscais verificam o selo e se encontrarem embalagens sem a identificação, apreendem o produto e autuam o estabelecimento, disse o chefe do departamento de qualidade industrial do Ipem, Roberto Tamari. Nenhuma irregularidade foi encontrado no primeiro dia.
No ano passado foram apreendidas duas mil unidades de preservativos sem o selo do Inmetro em 350 empresas entre hotéis, motéis e farmácias. Deste total 1,5 mil apreensões foram realizadas antes do Carnaval.
O Inmetro credencia as fábricas de preservativos. No Brasil são três fabricantes, mais um da Coréia e outro da Malásia. O único laboratório credenciado no País para realizar os testes de qualidade é o Instituto Falcão Bauer da Qualidade, de São Paulo.
O laboratório verifica o estouro, a capacidade volumétrica, micro-vazamentos, a tração, a presença de micro-organismos e as dimensões. Em geral, o prazo de validade é de três anos a partir da data de fabricação. No entanto, algumas camisinhas testadas não suportaram todos os testes mesmo dentro desse prazo. Recomendamos que os consumidores usem preservativos com até um ano da data de fabricação, disse o presidente do Grupo Dignidade, Toni Reis.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), de São Paulo reprovou preservativos com o selo e dentro do prazo de validade. Dos testes realizados com 20 marcas diferentes, oito foram reprovadas, inclusive três distribuídas pelo Ministério da Saúde. O coordenador de departamento técnico, Sezifredo Paulo Alves Paz, reforça a recomendação do Grupo Dignidade e pretende convencer o MS a mudar os critérios de controle dos preservativos: verificar o produto no mercado e não na fábrica e reduzir o prazo de validade até um ano.


