Ipem faz alerta para táxis clandestinos
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quinta-feira, 28 de abril de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) está alertando usuários de táxis para o risco de usar veículos que prestam o serviço de forma irregular. Eles podem significar prejuízo financeiro e até ameaça para a segurança dos passageiros. Cuidados simples podem evitar a utilização de carros clandestinos. Por exemplo, observar lacre e selo de proteção do taxímetro e alvará de funcionamento. O Ipem é um dos órgãos responsáveis pela fiscalização do serviço.
O exercício da profissão de taxista é regulamentado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sindicato dos Taxistas de Londrina, Detran e Ipem. Órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), o Ipem é responsável pela fiscalização do funcionamento do taxímetro. O aparelho é vistoriado e recebe lacre especial e selo holográfico de garantia. A diferença de preço entre as bandeiras 1 e 2, hoje de 18%, também é verificada.
''Desta forma o freguês paga o justo pela corrida e evitamos o desgaste de discussões por causa do preço do serviço'', destacou o gerente regional do Ipem, Marcelo Trautwein. Londrina tem hoje 365 veículos autorizados pelo órgão. Taxistas admitem, no entanto, que carros clandestinos operam esporadicamente na cidade.
Dias atrás, o Ipem, através de denúncia anônima, flagrou um motorista trabalhando irregularmente com um Fiat Elba verde. Ele foi notificado informalmente para regularizar a documentação, mas não compareceu ao Instituto, sindicato ou à CMTU. Segundo Trautwein, o taxímetro foi instalado pelo próprio taxista, cuja identidade não foi divulgada pelo Ipem. A irregularidade proporcionou a interdição do veículo, cuja situação está em fase de regularização.
Os taxistas regularizados elogiaram a atuação do Ipem. ''Como existem os mau profissionais, é preciso fiscalizar. Tem que organizar todo mundo, para que ninguém seja prejudicado'', opinou o taxista Marcos Lopes, 27 anos, há quatro no função. Segundo ele, os próprios motoristas costumam denunciar os irregulares.
Trautwein anunciou também que a vistoria anual obrigatória deste ano será em maio. Entre os riscos do uso de táxi clandestino, o gerente do Ipem destaca cobrança maior no taxímetro e desvio de roteiro da corrida. ''Existe a possibilidade do passageiro ser enganado. E na pior das hipóteses, o motorista pode ser um bandido'', decretou.


