Giovani Ferreira
De Curitiba
A Promotoria de Defesa do Consumidor (Procon) e o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) iniciaram esta semana um trabalho de pesquisa de preços e aferição da qualidade do material escolar em todo o Estado. Assim como acontece todos os anos, a proposta dos dois órgão é estabelecer um referencial de compra para pais, alunos e professores, que a partir do final de janeiro e início de fevereiro iniciam a aquisição de material para o primeiro semestre do ano letivo.
Os levantamentos estão sendo realizados nas principais cidades do Estado. O número de itens e estabelecimentos pesquisados será por amostragem, dependendo sempre do tamanho de cada cidade. Em Curitiba, tanto o Ipem como o Procon devem encerrar a fase de análises e pequisas entre hoje e amanhã. Na sexta-feira os dois órgãos devem divulgar os resultados.
Enquanto o Procon encarrega-se de verificar e denunciar preços abusivos, o Ipem preocupa-se em atestar a qualidade, durabilidade e resistência dos materiais básicos utilizados pelos estudantes. São testados lápis, canetas, réguas, tinta guache, borracha, entre outros. Um dos principais alvos do Ipem são os cadernos, que passam pela verificação de tamanho e número de folhas, que muitas vezes não é o mesmo identificado na capa ou contracapa do material. Além da divulgação pela imprensa, os resultados das análises e pesquisas ficam à disposição dos consumidores no Procon e no Ipem.
Em Londrina, um comerciante foi notificado, ontem, mas os nomes dele e da empresa não foram divulgados. Segundo o fiscal metrológico Marcelo Trautwein, a empresa havia empacotado um produto sem especificações na parte externa. Ontem, foram visitadas 13 revendedoras de material escolar na cidade. (Colaborou Paulo Ubiratan).

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