Ipem destrói 100 quilos de produtos inadequados
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
Cerca de 100 quilos de produtos apreendidos pelos fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Maringá foram destruídos ontem na sede do órgão. Camisinhas, brinquedos e principalmente equipamentos que conduzem energia elétrica foram moídos por um rolo compressor. Os produtos não atendiam às especificações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e foram retirados do mercado a partir de 1996.
De acordo com o fiscal do Ipem de Maringá, Silvio Cita Espinosa, os produtos mais nocivos destruídos ontem são soquetes e lustres confeccionados com material ferroso na parte interna. De acordo com as normas do Inmetro, todo produto por onde passa corrente elétrica deve ser revestido com cobre ou liga de cobre. O material ferroso representa um risco porque ele pode passar a corrente elétrica à pessoa que manuseia o produto, explica Espinosa. Além disso, há o risco de curto-cicuito provocado pelo superaquecimento da peça.
Conforme o fiscal, desde 1996 os produtos que não atendem às exigências do Inmetro devem ser retirados do mercado pelos próprios fabricantes, mas em muitos casos, isso não ocorre. Até hoje encontramos muitos produtos irregulares que estão sendo comercializados principalmente em pequenos estabelecimentos e feiras livres, disse Espinosa. Na maioria dos casos, os consumidores não sabem se o produto é irregular ou não.
No caso dos soquetes e lustres, por exemplo, não é possível identificar o material ferroso a não ser pelo uso de um ímã. Nas camisinhas e brinquedos, os consumidores devem ficar atentos para o selo do Inmetro que garante a qualidade do produto. Nesses produtos o selo do Inmetro é obrigatório, diz Espinosa. Com os brinquedos, as principais irregulares são referentes ao uso de material tóxico e peças que podem ferir as crianças, principalmente se ingeridas.


