Ipem constata peso abaixo do indicado em produtos de limpeza
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de junho de 1998
Adriana RIbeiro 
Ao comprar materiais de higiene e limpeza, os consumidores paranaenses estão levando para casa menos quantidade do produto do que é estipulado em suas embalagens. A constatação é do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) que realizou uma operação especial nas principais cidades do Estado. Ao todo foram examinadas 1.424 unidades, com o objetivo de conferir os níveis quantitativos de cada produto.
Técnicos do Instituto coletaram em supermercados amostras de águas sanitárias, amaciantes, desinfetantes, desodorantes, detergentes líquidos e em pó, cremes dentais, papéis higiênicos, sapólios e saponáceos, xampus e condicionadores de cabelo. Em Curitiba, foram escolhidas para exame amostras de 48 itens, sendo que seis deles apresentaram irregularidades. Em 20 unidades do desinfetante Nosso Pinho, por exemplo, que deve ter 500 ml, o Ipem encontrou apenas 493,8 ml, em média, em cada embalagem, enquanto a quantidade tolerada é de 498 ml.
Em Cascavel a situação não foi diferente: de nove produtos analisados, dois estavam em desacordo. O papel higiênico Milli foi reprovado porque em 32 amostras cinco estavam com medidas abaixo do tolerável. A água sanitária Clorissol também não passou no teste, já que três amostras, das 20 coletadas, também não tinham a quantidade que deveria.
Em Londrina quatro produtos foram verificados e três apresentaram irregularidade. Nas análises de amostras, o Ipem constatou quantidade abaixo da necessária nos lava roupas Biju, Campeiro e Minerva. Em Maringá a quantidade de erros encontrada foi menor. De seis produtos verificados, apenas um foi reprovado. Num lote de 20 unidades examinadas do desinfetante Multi Uso Uau, apenas três estavam com o volume abaixo de 485 ml, enquanto a embalagem anuncia 500 ml.
O presidente do Ipem, Juraci Barbosa Sobrinho, diz que esses resultados mostram falta de qualidade no processo de envasamento dos produtos. Não acredito em má fé. Acho que o que está acontecendo é falha no processo. O problema é que os consumidores estão pagando o mesmo preço para receber uma quantidade menor do produto, explica. Para ele, o problema poderia ser corrigido com a empresa dando maior atenção à qualidade.


