O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), em Maringá, está recolhendo os aparelhos esfigmômetro (que mede pressão arterial) de postos de saúde municipais e hospitais públicos de 119 municípios da região. O objetivo é detectar vazamento de ar ou qualquer outro problema com o aparelho que venha comprometer o diagnóstico médico no momento da avaliação da pressão arterial dos pacientes. Os aparelhos serão entregues no Ipem de Maringá até hoje e o instituto terá até amanhã para fazer a verificação de todos eles.
De acordo com a coordenadora do projeto de verificação do esfigmômetro, Heike Schommartz, 40% dos aparelhos apresentam problemas por falta de manutenção e cuidados especiais após o manuseio. Ela explica que a verificação está sendo feita em todo o País. No Paraná, os fiscais do Ipem começaram este tipo de verificação por Curitiba e Cascavel. Na semana que vem, serão verificados os aparelhos dos hospitais e postos de saúde públicos dos municípios da região de Londrina.
Os problemas detectados com os aparelhos de medir pressão, conforme Heike, são referentes a vidro quebrado que acaba não isolando a atmosfera; e ponteiros fora da escala, o que compromete a ‘‘leitura’’ da pressão arterial do paciente. Ela afirma que os problemas são consequência do uso diário sem manutenção. Além disso, diz, os profissonais não dispensam cuidado especial para guardar os aparelhos. ‘‘Tem gente que joga o aparelho em qualquer lugar e deixa bater o relógio sobre a mesa ou armário. Isso pode alterar o relógio e consequentemente o resultado da pressão arterial’’, explica.Marcos NegriniFiscais do Ipem verificam aparelhos de medir pressão arterial usados em postos de saúde e hospitais públicos de MaringáLucinéia Parra

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