Um grupo de mototaxistas de Londrina protocolou anteontem um pedido de informações junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) sobre a aprovação do mototaxímetro pelo instituto. Uma lei municipal determina que os profissionais têm até 26 de outubro para instalar o aparelho, que custa R$ 285,00.
De acordo com o advogado dos mototaxistas, Sérgio Borges, o aparelho ainda não teria sido aferido pelo Inmetro. ''Se não houver a aprovação, a prefeitura não poderá exigir o equipamento até que esteja regularizado '', explicou. ''Queremos evitar um prejuízo para os profissionais, que pode ser muito grande'', avaliou. Segundo ele, Inmetro e CMTU têm 15 dias para responder ao pedido de informação. O mototaxista Edson Arantes, autor da iniciativa, disse que muitos colegas estão desistindo da atividade por causa da nova lei.
O gerente regional do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem) em Londrina e representante local do Inmetro, Marcelo Truatwein, informou que vai encaminhar o pedido ao departamento jurídico para verificar se já existe no País algum equipamento desse tipo já aprovado pelo instituto.
De acordo com a proprietária da Auto Veloz, Marisa Betini Lopes Capelari, que desenvolveu o mototaxímetro, a empresa solicitou em junho que o Inmetro crie e aprove a normatização do equipamento. ''O aparelho já está sendo fabricado. Mas temos condições de fazer as alterações solicitadas pelo Inmetro'', declarou. Ele foi testado pela CMTU.
Segundo Alvaro Grotti Junior, gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, o aparelho desenvolvido pela Auto Veloz foi testado e a possibilidade de o Inmetro reprovar é mínima. No caso de reprovação, no entanto, Grotti acredita que a solução seria o ressarcimento dos mototaxistas. ''Creio que é uma empresa responsável suficiente para, em consenso, fazer um acordo de ressarcimento'', enfatizou. Já Marisa disse que teria de abrir uma negociação para entrar em consenso com a CMTU e os mototaxistas. ''O mototaxímetro não é prejuízo para a categoria ou para o usuário, porque vai garantir segurança e preço justo'', analisou Grotti.

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