Um convênio entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão do governo federal especializado em planejamento nacional, e duas das 19 associações de municípios do Paraná tornou-se a maior esperança para o desenvolvimento dos municípios do Estado. O tema foi discutido ontem no 2º Encontro das Associações Municipais do Estado do Paraná, realizado no Hotel Bourbon, em Curitiba. O IPEA vai fazer uma pesquisa e traçar o perfil econômico de cada uma das cidades que fazem parte da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), que compreende a região de Maringá, e da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), que engloba a região de Cascavel.
O estudo deve determinar, por exemplo, que tipo de indústrias devem ser instaladas em cada município, levando em conta os fornecedores, consumidores e a força de trabalho. A expectativa do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, é de que a pesquisa se torne referência para as outras associações, e assim fomente ações para o desenvolvimento.
‘‘O convênio é de suma importância pois vai analisar o potencial de desenvolvimento de cada cidade’’, concordou o prefeito de Maringá, Jairo Maraes Gianoto, presidente da Amusep. Ele defendeu a tese de que pouco adianta um município querer instalar uma indústria simplesmente para aumentar sua arrecadação, se não possuir as características adequadas ou se a instalação comprometer reservas ecológicas. A esperança do prefeito é que o estudo ajude a diminuir o desemprego, um dilema que, segundo ele, preocupa as associações.
As duas entidades foram escolhidas para firmar o convênio porque obtiveram os melhores desempenhos, entre as 19 associações, com relação ao Paraná Urbano. O programa, criado pelo governo no ano passado, viabilizou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) investimentos de US$ 415 milhões nos municípios paranaenses. Ao apresentar o balanço de 1997, o secretário de Desenvolvimento Urbano disse que US$ 321 milhões desse total já foram distribuídos.
Os recursos são destinados à implantação de projetos de melhoria da infra-estrutura urbana, como pavimentação, urbanização de parques, postos de saúde, controle de erosão urbana, cultura, escolas, hospitais, aterros sanitários, terminais rodoviários, entre outros.

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