A rotina no laboratório de análises clínicas do Instituto de Previdência do Estado (IPE) inclui um rigoroso controle de qualidade para atender à demanda dos cerca de 5 mil exames realizados por mês. O laboratório atende a todos os pedidos da área clínica do IPE através de uma estrutura moderna, que inclui equipamentos de análise automatizada e um processo de informatização desde a fase de recepção de guias e coleta de material.
O número de exames, que chega à média de 70 mil por ano, aumenta com a inclusão dos laboratórios conveniados. São 10 laboratórios de Curitiba que atendem exames de análises clínicas e outros nove para a realização de exames preventivos. Segundo a chefe do laboratório, Ieda Maria Villela Veiga, a estrutura foi criada para que não haja pendências. ‘‘Todas as pessoas que chegam no laboratório são atendidas.’’
O atendimento é garantido através desse sistema que inclui a estrutura própria e a dos conveniados. Pedidos de exames que não podem ser realizados na sede do IPE, por limitações técnicas ou de pessoal, são repassados aos conveniados.
Nesses laboratórios, o usuário do instituto recebe o mesmo tratamento do usuário particular e paga um valor de referência: apenas 20% dos preços listados na tabela da Associação Médica Brasileira (AMB). Para se ter uma idéia desses custos, na rede de laboratórios conveniados o usuário do IPE paga R$ 1,20 por um hemograma e R$ 0,55 por um exame de glicose.
Para atender à demanda acentuada e manter um rigoroso controle de qualidade nos exames, o laboratório está estruturado com equipamentos ‘‘ultramodernos’’, destaca Ieda. A última aquisição foi o Cell Dyn 3000, um aparelho de hemogramas que permite a análise de sangue em um sistema todo computadorizado.
Através do Cell Dyn, um hemograma é realizado em menos de um minuto. Para garantir o controle de qualidade, o processo automático passa por uma última análise, manual, que confirma a exatidão do resultado.
Esse mesmo procedimento, é repetido em todos os exames realizados pelo laboratório do IPE. Segundo Ieda, há um mecanismo diário de ‘‘calibragem’’, que é a comparação dos exames através do uso de soros de controle. Ou seja, um material testado é comparado a um soro com as mesmas características e deve chegar ao resultado idêntico.
Todo o processo é realizado com agilidade. Entre a coleta do material para análise e a emissão do laudo com os resultados, o IPE gasta no máximo três dias úteis. Mesmo espaço de tempo verificado nos laboratórios particulares.
Apesar de trabalhar com período idêntico ao de outros laboratórios, o IPE consegue se superar. Casos de urgência, conveniados que residem no interior do Estado e idosos têm tratamento diferenciado, recebendo o laudo em um prazo menor. ‘‘Quando há necessidade e se o procedimento mínimo permitir, o resultado de um exame é entregue no mesmo dia da coleta’’, afirma Ieda.

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