IPE e Fehospar discordam sobre adesão a movimento
Giovani Ferreira
De Curitiba
A Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar) e o governo estadual estão divulgando números divergentes sobre a mobilização do setor de assistência à Saúde, que no último domingo suspendeu o atendimento médico pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE). Em um levantamento divulgado pelo IPE, 45 dos 90 maiores hospitais do Estado não aderiram à paralisação. Por outro lado, a Fehospar garante que pelo menos 90% dos hospitais conveniados não estão atendendo pelo instituto.
Segundo o superintendente do IPE, Rubens Drummond de Carvalho, os hospitais que continuam recebendo os servidores estão entre aqueles que têm maior número de leitos e realizam todo o tipo de atendimento, inclusive cirurgias de maior complexidade. Revelando que existem 197 hospitais credenciados para o atendimento dos servidores, e apenas 45 estão recebendo pacientes, o próprio Estado reconhece que uma parcela muito pequena do total de estabelecimentos está atendendo pelo IPE.
Para Francisco Schiavon, presidente da Fehospar, os números divulgados pelo governo não correspondem com a realidade. De acordo com ele, as exceções no atendimento pelo IPE são alguns hospitais beneficentes e também aqueles estabelecimentos que possuem alguma ligação com o poder público. Na avaliação da Fehospar, a adesão ao movimento pode ser comprovada diante das inúmeras denúncias de servidores que não conseguem ser atendidos pelo IPE em vários municípios do Estado.
Conforme informações do IPE, dos 16 hospitais conveniados em Curitiba, cinco decidiram manter o atendimento após o pagamento de uma parte da dívida, efetuado na última segunda-feira. O governador Jaime Lerner informou, no início desta semana, que o governo está programando a regularização integral das pendências para restabelecer o pleno atendimento pelo instituto. No entanto, não existe nenhuma data ou previsão para esse pagamento acontecer.





