Ipardes tem raios X dos abrigos do Paraná
Silvana Leão
Reportagem Local
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) também realizou, entre novembro de 2006 e novembro de 2007, uma pesquisa de campo sobre as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no Estado. No total, foram pesquisadas 229 instituições, que abrigavam 6.499 residentes. Desse total, 133 possuíam registro de filantropia, 82 não o possuíam, 12 informaram que estavam providenciando e em duas os responsáveis técnicos não souberam informar se a instituição possuía ou não o registro de filantropia.
Entre as pesquisadas, 77 disseram possuir uma mantenedora. Entretanto, apenas 26 ILPIs afirmaram receber recursos financeiros da mantenedora. A maioria 8,22% do total de ILPIs tinham como mantenedora entidades religiosas; 6% eram mantidas por organizações não governamentais e 4% por prefeituras.
A maioria dos idosos entrevistados era de solteiros (39%) ou viúvos (30%). Os homens eram em sua maioria solteiros (44%) ou divorciados (28%), enquanto entre as mulheres predominavam as viúvas (47%) e as solteiras (32%). A proporção de idosos que afirmaram ter parentes vivos era de 92% do total de entrevistados. A decisão sobre a institucionalização, na maioria dos casos, foi tomada por outras pessoas que não os próprios idosos 62% disseram ter sido colocados nas instituições e apenas 38% afirmaram ter ingressado por opção própria.
A chefe do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, Nicéia Brandão Lemes, ressalta a importância das propostas alternativas de atendimento sugeridas pelo Ipea, como cuidadores familiares, Centros de Convivência (para idosos independentes) e Centros Dia (para idosos dependentes com demência, Mal de Alzheimer, Parkinson e outros). Estas formas alternativas são recomendadas porque mantêm o idoso com sua família, conforme preconiza a Política Nacional do Idoso (lei 8842/1994), em detrimento do atendimento asilar.





