Foi assinada ontem, em Curitiba, a ata de criação do Instituto Paranaense de Acreditação Hospitalar (IPAH). É o primeiro passo para instituir no Estado um sistema de certificação que servirá como indicador da qualidade da assistência à saúde. A adesão dos hospitais será voluntária e a classificação deverá ser feita em três níveis, a partir do ano que vem.
O instituto é coordenado pela Secretaria Estadual da Saúde, com a participação de dez entidades da área. A acreditação é recomendada pela Organização Panamericana da Saúde e já ocorre há muito tempo em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália.
No Paraná, o IPAH vai definir para cada um dos três níveis requisitos básicos para um atendimento de qualidade. Serão considerados, por exemplo, tempo médio de permanência dos pacientes, taxa de ocupação, índice de mortalidade, relação entre número de funcionários e leitos, habilitação dos profissionais e obediência às normas de controle de infecção hospitalar.
A coordenadora do Núcleo Técnico de Acreditação do Paraná, Ivete Wazur, explica que, a partir de março, os hospitais interessados receberão a lista de indicadores mínimos exigidos. Eles terão seis meses para se adequar antes da visita dos avaliadores. Os que estiverem dentro dos padrões receberão o ‘‘Certificado de Acreditação’’, válido por dois anos.
Numa avaliação preliminar, Ivete acredita que ‘‘a maioria dos 556 hospitais terá que fazer um esforço para se adequar ao nível mínimo’’. Segundo ela, a conscientização do setor é um trabalho de longo prazo.
O presidente da Federação dos Hospitais do Paraná, José Francisco Schiavon, admite que muitos estabelecimentos vão temer a avaliação: ‘‘Com o tempo, todos vão sentir que ser acreditado traz reflexos positivos e o hospital será favorecido, por exemplo, na hora de fechar um convênio’’. A avaliação não tem caráter ‘‘policialiesco’’, diz, mas de orientação.

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