Investimentos na saúde
O represamento das doenças relacionadas ao saneamento não depende só de obras de esgoto e tratamento de água. É preciso erguer barreiras com investimentos em saúde e fiscalização na formação de novas comunidades.
Desde que foi implantado o Programa Saúde da Família, em 2001, a mortalidade infantil reduziu drasticamente. Em 1990, o coeficiente por 1.000 nascidos vivos era de 22,62. Já em 2003 ficou em 12,09 - uma redução de 53,8. ''Cremos que isso tenha tido repercussão também na mortalidade de crianças por diarréia, por exemplo'', avalia a diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental.
Ela lembra que numa epidemia de dengue em Londrina, famílias do Novo Amparo II (Zona Leste), que não tinham água tratada, armazenavam em casa p que captavam de uma fonte, desconhecendo que, com isso, favoreciam o aparecimento de criadouros para o mosquito transmissor.
''Atualmente, a gente vê que melhorou muito a rede de esgoto na cidade. Porém, alguns lotamentos não poderiam existir. Em alguns bairros, o terreno com muitas pedras faz com que as fossas sejam rasas. É um problema crônico''. Outra situação que preocupa são as invasões em fundos de vale.





