Investimento em cooperativas de reciclagem
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local
O termo de cooperação para implantação do programa "Dê a mão para o futuro", que tratada da logística reversa de resíduos recicláveis, foi assinado ontem durante solenidade no saguão da Prefeitura de Londrina. O acordo prevê a instalação de duas novas centrais de segregação de material, com equipamentos novos, que devem conferir mais eficiência às cooperativas.
O projeto é uma parceria entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Central de Coleta e Comercialização de Materiais Recicláveis e Reaproveitáveis de Londrina (Centralcoop), Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima) e Sindicato das Indústrias de Bebidas do Estado do Paraná (Sindibebidas-PR).
"A coleta permanece sendo realizada pelas cooperativas que vão levar o material a dois barracões que serão equipados com maquinários mais modernos. Isso garantirá aos recicladores a inclusão e o aumento de renda", destacou o prefeito Alexandre Kireeff. Entre os equipamentos que serão adquiridos estão novas prensadas, esteiras e trituradores.
O presidente da CMTU, José Carlos Bruno de Oliveira, destacou que à prefeitura caberá a responsabilidade pela locação dos barracões, a fiscalização do sistema e a orientação dos moradores da cidade sobre o processo de encaminhamento dos recicláveis para as cooperativas. "Os sindicatos e associações serão responsáveis pelo financiamento dos equipamentos, a manutenção de um técnico de gestão para acompanhar e a orientação e treinamento dos cooperados. Já os cooperados serão responsáveis pela força de trabalho que eles possuem. Todo o processamento será por conta deles e a renda com a venda será destinada a eles. Estimo que isso pode aumentar em 30% a produção e os ganhos financeiros deles", calculou.
João Carlos Basílio, da ABIHPEC, ressaltou que as associações e sindicatos investirão quase R$ 3 milhões em equipamentos, infraestrutura e capacitação dos cooperados. "É um projeto muito bem estruturado, que vai deixar um legado positivo para Londrina. Vamos ficar durante dois anos apoiando o projeto. Vamos entrar com uma assessoria técnica, durante esse período vamos acompanhar a evolução, monitorando todo o processo e auxiliando no aprimoramento com técnicos", explicou. "Estamos cumprindo uma função social e ambiental. Nos sentimos na responsabilidade para contribuir no aprimoramento do processo já que nosso planeta já vem dando sinais de mudanças climáticas sérias", completou.
A presidente da Centeralcoop e da Cooper-refum, Selma Maria de Assis Gonçalves, explicou que atualmente compra um quilo de garrafa PET dos recicladores por R$ 1,30 e revende por R$ 2 para um intermediário. "Mas esse intermediário processa esse material e o transforma em granulado e revende por R$ 13 por quilo. Com esses maquinários poderemos eliminar esse intermediário e ter mais valor agregado ao material que a gente revende", explicou.
Futuramente, cogita ela, será até possível adquirir outros maquinários, inclusive aquele que produz sacos de lixo plástico verde que podem ser distribuídos nas residências ou mesmo revendidos.