Os três policiais civis de Londrina que estavam presos em Curitiba puderam retornar anteontem para a cidade, porque foi construída uma cela especial no 4º Distrito Policial para abrigá-los. A reforma foi custeada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol).
Os investigadores Luciano Acioli de Oliveira, Jones José de Oliveira, Israel Henrique de Lima e Wilson de Oliveira são suspeitos de terem facilitado uma fuga de 11 presos da carceragem do 4º DP em fevereiro. Em 1º de março, o Ministério Público (MP) ofereceu denúncia contra os quatro policiais. Lima e Wilson já estavam presos no distrito por uma suspeita de extorsão e teriam se envolvido na fuga. Luciano e Jones estavam de plantão no dia da ocorrência. Entre os suspeitos, apenas Jones aguarda o andamento das investigações em liberdade.
Embora o MP tenha oferecido a denúncia contra os investigadores no início de março, o advogado de defesa de Luciano, Antônio Carlos de Andrade Viana, explicou que o processo ainda não foi instaurado porque os policiais não foram notificados até o momento para apresentarem suas defesas prévias. Como estão presos há 70 dias e a lei exige que essa intimação ocorra no prazo de 81 dias, eles podem ser libertados. Viana criticou a remoção determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle. ''Foi um castigo que dificultou a defesa'', afirmou. O juiz não quis responder as críticas.
Os policiais presos foram transferidos para Curitiba em março por determinação de Valle, que avaliou que em Londrina não havia as condições exigidas por lei para mantê-los sob custódia. Depois que o Sindipol encampou a reforma de uma área no 4º DP, eles foram autorizados a retornar. Havia informações de que parte da reforma teria sido bancada por familiares de Luciano, o que não foi confirmado pelo sindicato nem pela VEP e delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André. O presidente do Sindipol, Ademilson Alves Batista, não quis dar declarações sobre a reforma. Segundo André, ele foi informado pelo sindicato sobre a obra. De acordo com ele, a justificativa dada pelo Sindipol é que reforma atenderia as exigência da VEP.

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