Investigador tem dúvidas sobre autoria do crime
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de junho de 1997
Lucinéia Parra Paiçandu 
O investigador e responsável pela cadeia de Cruzeiro do Oeste, Roberto Fernandes, não acredita no depoimento de S.L.S, 16 anos, que assumiu o crime. Fernandes disse ontem à Folha que na madrugada de anteontem esteve em Maringá à procura dos dois acusados e interrogou vários travestis que faziam ponto no centro da cidade. Por unanimidade eles (os travestis) apontaram Carlota como a autora do crime.
De acordo com o investigador, os travestis afirmaram que Carlota tem um perfil extremamente violento. Carlota, conforme Fernandes, já teria se envolvido em outras brigas em Maringá e por isso estaria viajando para outras cidades para fazer programas. Fernandes acredita que o menor S.L.S. tenha assumido a autoria do crime por medo de Carlota.
Carlota desmentiu a versão do investigador, mas admitiu que já se envolveu em várias brigas. Fui para Cruzeiro do Oeste porque em Maringá sou discriminada, não posso ir a boates, clubes e nem mesmo em bares. Lá é diferente, tenho liberdade para sair e fazer os programas.


