Maringá - O investigador da Polícia Civil de Astorga (60 km de Maringá), Juarez Lozove de Oliveira, reclamou ontem que a Associação Vila Militar indeferiu o pedido de ressarcimento das despesas de funeral do pai dele, o policial militar José Paulino de Oliveira Filho. Segundo Oliveira, o pai contribuia para a associação sendo que um dos benefícios é o pagamento do funeral. O investigador diz que a família gastou R$ 3,5 mil e que quando solicitou o ressarcimento o pedido foi negado pela diretoria da Vila Militar com sede em Curitiba.
Oliveira afirma que o pai ficou na ativa por 25 anos e outros 20 anos como aposentado da Polícia Militar e associado da Vila Militar. Conforme o policial, o pedido foi negado porque o estatuto da associação prevê o pagamento quando o morto deixa esposa ou filhos menores. ''Não pleiteamos herança, mas um benefício previsto de quem era associado'', reclama.
O investigador conta que o pai morreu no dia 6 de julho com 69 anos por causa de problemas no coração. A esposa também é morta e o pai do investigador não deixou filhos menores de idade. ''Esta denúncia que faço é um alerta porque pelo que percebi a grande maioria dos policiais militares não tem conhecimento do estatuto da Vila Militar apesar de contribuírem como associados'', reclama Oliveira.
Para o investigador, o pai poderia ter sido enterrado como indigente caso a família não tivesse providenciado o funeral. ''O policial que contribui mas não tem família corre o risco de não ter as despesas pagas pela associação, mesmo achando que tem este direito'', diz Oliveira. O pedido de ressarcimento foi negado pelo coronel Abelmídio de Saribas, presidente da Associação Vila Militar. A Folha tentou localizá-lo ontem mas não houve expediente no período da tarde na associação.

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