Investigador é baleado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de março de 2003
Emerson Dias e Luciano Augusto<BR>Reportagem Local 
Um policial civil de Londrina, Genivaldo Alves de Almeida, 40 anos, foi baleado no rosto durante a manhã de ontem, quando cumpria mandados de busca e prisão provisória na zona sul. Os três homens presos são suspeitos de homicídios e tentativas de execução.
Acompanhado de outros investigadores do 4º Distrito Policial (DP), Almeida chegou até uma casa na Rua das Orquídeas, no Jardim Ouro Branco (zona sul). Segundo o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Jorge Barbosa, a equipe foi recebida com tiros antes mesmo de se aproximar da casa. ''A bala que atingiu Genivaldo tinha atravessado a porta. Os policiais estavam atentos, usando coletes, mas não esperavam tal reação'', disse Barbosa. Ele negou qualquer possibilidade de abordagem mal elaborada.
Um dos suspeitos, Adão Morais, 26 anos, foi alvejado no pé direito. Segundo o delegado que preside o inquérito, Eduardo Cabral, teria sido ele quem disparou contra o investigador. Adão e Almeida foram encaminhados à Santa Casa. Segundo informações do hospital, Almeida foi atingido na boca e teve os dentes quebrados. Ele não corre risco de morte.
Além de Adão, foram detidos o irmão dele, Paulo Morais, 19, e Marildo Moisés Borba, 31 anos que forneceu o nome falso de João Moisés Borba. Marildo foi ouvido também no 5º DP, porque é apontado como autor do assassinato de Anderson Pereira dos Santos, de 25 anos, ocorrido em 14 de março. O quarto homem que estava na casa supostamente o terceiro irmão, Pedro Morais, 21 anos conseguiu fugir.
Adão, Paulo e Pedro são suspeitos de terem assassinado o pintor André Luiz de Souza, 18, durante o Carnaval. ''Todos têm antecedentes criminais. Os irmãos Morais são os mesmos que criaram aquela confusão durante um comício no Jardim Piza, no ano passado'', afirmou Barbosa. Ele se referia a uma tentativa de homicídio em setembro de 2002, quando o trio se desentendeu com T.A.F.S., 17. Em meio a duas mil pessoas, Pedro atirou na perna do menor.
Segundo Cabral, Adão também teria confessado que matou Paulo Sérgio, no Conjunto Novo Amparo, há cerca de dois anos. Paulo, Adão e Marildo foram autuados por mais uma tentativa de homicídio e estão presos no 2º DP.


