O investigador da Polícia Civil, Homero Andretta Baggio, foi preso anteontem à noite em Londrina, suspeito de participação em tráfico de drogas. Baggio, que foi citado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, estava na Avenida Dez de Dezembro, área central, e recebeu os investigadores da Corregedoria da Polícia Civil a bala. Segundo o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, João Eduardo Carulla, o acusado jogou o veículo Santana em que estava contra os policiais, fugiu em a Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e foi preso por policiais militares.
Carulla informou que a Corregedoria veio a Londrina averiguar uma denúncia de que haveria drogas no carro de Baggio. Ele disse ainda que Baggio trocou tiros com os policiais, subiu com o carro no canteiro central da avenida e fugiu. Por volta das 21 horas de anteontem, PMs que estavam em uma viatura perto ao posto rodoviário, entre Londrina e Ibiporã, prenderam o investigador. Os PMs, afirmou Carulla, não encontraram drogas no carro, que foi encaminhado para o Instituto de Criminalística. Os peritos identificaram três disparos de arma de fogo no veículo, sendo duas marcas grandes, supostamente de escopetas.
Baggio foi levado para a carceragem do 4º distrito policial e seria transferido ontem à tarde para Curitiba. O investigador estava atualmente na delegacia de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Ele havia sido afastado da função pela Secretaria de Segurança Pública em julho de 2000 e ficou à disposição do Grupo Auxiliar de Recursos Humanos da Polícia Civil. Baggio e dezenas de outros suspeitos foram acusados de narcotráfico, crime organizado, roubo de cargas e lavagem de dinheiro.
Carulla pediu à Justiça a prisão preventiva de Baggio e tem dez dias para investigar a denúncia de tráfico de drogas que pesa contra ele. O delegado de Arapongas, Valdir Abraão da Silva, informou que o investigador começou a trabalhar na delegacia de Arapongas em maio do ano passado. Silva afirmou que não tem conhecimento das denúncias contra Baggio e não sabe que rumo tomaram as investigações sobre ligações dele com o narcotráfico. ‘‘Acho que não prosperaram (as suspeitas), já que ele continuava trabalhando’’, disse.

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