Dois fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estiveram ontem em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) para checar a veracidade da denúncia de contaminação do lago Tabocó. O vereador Antonio Vieira (PPS) disse que flagrou funcionários da Secretaria de Obras borrifando o agrotóxico Round-up próximo à nascente. ‘‘Eles queriam acabar com o mato que cresceu no terreno onde havia água antes da drenagem’’, explicou o vereador.
O procurador jurídico do município, Odair Cirine, e o engenheiro civil, Flávio Granado, afirmam que o agrotóxico foi aplicado a 30 metros do fio d’água que restou e por isso não há perigo de contaminação da água e animais. ‘‘Trata-se na verdade de um brejo que será revitalizado com o dinheiro da Cesp como compensação aos impactos causados pela represa de Capivara. Vamos transformá-lo num verdadeiro lago para o lazer da população. Seria incoerente arriscarmos o meio ambiente apenas para matar o mato’’, comentou o engenheiro.
O fiscal do IAP, Teodoro Kuwabara, confirmou a baixa toxicidade do produto, mas não descartou a possibilidade de contaminação. ‘‘Tudo depende da concentração usada e a área onde foi aplicado.’’
O lago Tabocó fica na entrada da cidade, próximo à estrada que liga Sertanópolis a Ibiporã. De acordo com Granado, a revitalização da área vai custar R$ 400 mil, dos quais R$ 140 mil serão pagos pela Cesp. O objetivo é encher o lago, construir uma pista de caminhada ao redor, instalar luminárias, plantar árvores e grama.

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