Investigação sobre fraudes estão paradas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de março de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Estão paralisadas as investigações da Polícia Federal de Londrina sobre as fraudes praticadas contra a Sub-Delegacia Regional de Trabalho (DRT) para pagamento de seguros-desemprego. Em greve há cerca de um mês, os agentes federais estão atendendo somente a serviços emergenciais, como escolta, flagrantes e determinações judiciais.
As fraudes, descobertas pela DRT em novembro do ano passado, consistem na utilização de dados falsos no ato do preenchimento dos contratos dos empregados. Com esse procedimento, as empresas garantem o pagamento de um seguro-desemprego superior ao valor de direito. A PF estima que os requerimentos fraudulentos na cidade cheguem a 40. Mais de 200 fraudes também foram detectadas em Curitiba e os prejuízos para a União, no Estado, podem atingir R$ 460 mil.
A direção da DRT descobriu as fraudes por meio de um procedimento normal tomado pelo Ministério do Trabalho, que cruza informações sobre depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com dados dos pedidos para o seguro. Até o momento, seis pessoas foram presas, mas algumas das 12 empresas londrinenses suspeitas foram inocentadas pela polícia. Segundo a PF, há suspeitas de que uma quadrilha estaria usando as informações dessas empresas, como o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e razão social, para aplicar os golpes.
Segundo um dos coordenadores do movimento grevista em Londrina, agente Valter Fiór, várias outras investigações estão paradas devido à paralisação da polícia. Fiór não soube precisar a quantidade. ''Dos 63 funcionários da PF em Londrina, 43 são agentes, e são eles quem de fato tocam as investigações. Só os serviços emergenciais estão sendo realizados'', explicou.
O delegado federal Kandi Takahashi, que preside o inquérito sobre as fraudes ao seguro-desemprego, afirmou não poder fornecer detalhes sobre a atual situação do processo. ''Precisaria reunir a equipe de agentes, o que agora seria impossível'', explicou.


