Investigação será sigilosa
Investigação será sigilosa
O delegado Fauze Salmen, titular da Delegacia de Homicídios e responsável pela investigação do assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, decretou ontem sigilo nas investigações sobre o caso. A decisão foi tomada após a coleta do depoimento do desempregado Edson Farias, de 19 anos que confessou ter disparado o tiro que vitimou Donha , na sede do Centro de Operações e Triagem (COT) da Prisão Provisória de Curitiba. Não quero mais polêmicas sobre este caso. Não vou dar mais qualquer esclarecimento até a conclusão do inquérito e encaminhamento para a comarca de Almirante Tamandaré, declarou.
A polêmica sobre a morte de Donha iniciou após a nota oficial do PPS que questionava o curso das investigações e atribuía o assassinato ao fato do empresário estar articulando uma grande frente de oposições contra a reeleição do atual prefeito Antônio Cezar Manfron de Barros (PTB). As suspeitas do partido de crime político e tentativa de dar um susto em Donha foram confirmadas por Farias durante entrevista coletiva à imprensa na última segunda-feira e no depoimento prestado no Ministério Público.
O prefeito não foi citado em qualquer dos depoimentos dados à Polícia Civil ou ao Ministério Público. Apenas o irmão dele e funcionário público, Azemir de Barros, e a tia, Delair Manfron, delegada no município, foram citados e declararam que nada sabem sobre o caso. Apesar das denúncias envolverem funcionários da prefeitura (o guardião de uma escola municipal de Almirante Tamandaré, Antônio Martins Vidal, é apontado como o mandante do crime), o prefeito não quis dar qualquer declaração para a imprensa.
A assessoria informou que o prefeito não irá se pronunciar enquanto as denúncias envolverem apenas funcionários da prefeitura. Os assessores não souberam informar se os funcionários contratados são obrigados a tirar ficha de antecedentes criminais. (L.P.)





