O corregedor-geral da Polícia Civil, Aníbal Bassan, abriu ontem um processo administrativo paralelo para acompanhar as investigações sobre a morte de Flávio Cruz. Foi designado um delegado especial, ligado ao setor de assuntos internos, para apurar o caso. O nome do policial ele pretende manter em segredo para ‘‘evitar pressões externas’’. O responsável deverá ter acesso aos depoimentos apurados pelos delegados Leila Bertolini e Hamilton Cordeiro da Paz.
Bassan disse que o anonimato do delegado é um ‘procedimento normal em qualquer investigação interna’. Para ele, ainda é prematuro afirmar a presença de policiais civis envolvidos no crime. Porém, o corregedor acrescenta que, do resultado das investigações, pode ser instaurado um processo de expulsão de policiais. ‘‘Pelo modo que foi realizada a ocupação da delegacia, pode ter tido a presença de policiais’’, reforçou.
Quanto as informações desencontradas pelo IML, o corregedor afirmou que a Polícia Civil não estaria ocultando dados da investigação. ‘‘O processo está sendo o mais transparante possível, tanto que conta com o apoio do Ministério Público’’, disse.
Bassan disse que o delegado terá 30 dias para encerrar a investigação, período que pode ser prorrogável. O responsável pelo processo terá autonomia para coletar novos depoimentos ou solicitar mais exames de perícias.

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