O Corregedor-geral da Polícia Civil do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, disse ontem que vai entrar com um processo disciplinar contra os investigadores da Polícia Civil presos anteontem, em Maringá. Oliveira afirmou que dentro de 90 dias, o governador Jaime Lerner vai estar ''com o pedido de demissão deles nas mãos''.
Em coletiva à imprensa, ontem pela manhã, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Pedro Colaço, disse ontem que os investigadores suspeitos, Robson Avancini e Milton Cinqui, haviam sido enviados a Maringá sob determinação do delegado-operacional Márcio Vinícius Amaro. Eles iriam investigar possíveis receptadores de veículos roubados Essa dilegência, porém, não teria sido comunicada ao delegado-chefe de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo. Para a corregedoria, destinar policiais a outra cidade sem o conhecimento do comando local já caracteriza irregularidade.
''O delegado operacional Márcio (Amaro) determinou que quatro investigadores procedessem investigações sobre possíveis receptadores naquela cidade. Não posso me pronunciar sobre o caso porque ainda não recebi cópias do flagrante'', explicou o delegado-chefe da 10 SDP, destacando que o Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) solicitou a transferência imediata dos suspeitos para serem acompanhados por advogados da entidade.
O corregedor-geral Adauto de Oliveira solicitou na manhã de ontem documentos sobre o caso envolvendo os investigadores londrinenses. ''Recebi cópias dos flagrantes e já solicitei ao representante da corregedoria em Londrina que cobrasse explicações do delegado-chefe'', afirmou Oliveira, lembrando que o trabalho de um policial em outra cidade deve ser informado automaticamente ao delegado local. ''Somente isso já caracteriza irregularidade grave e será investigado'', comentou.
O investigador Avancini (que atualmente está lotado na Delegacia de Furtos e Roubos de Londrina) já respondeu processo por extorsão, chegando a ser preso por determinação do juiz da 5 Vara Criminal de Londrina. Há cerca de dois anos, ele foi acusado juntamente com um escrivão do 2º Distrio Policial de extorquir a proprietária de uma auto-escola.
O delegado Amaro foi procurado por telefone, pela reportagem, mas não retornou a ligação até o fechamento desta edição.

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