Apucarana A comissão de sindicância que apurou a explosão de uma bomba em um dos banheiros da Faculdade Apucarana (FAP), no início de junho deste ano, concluiu nesta semana as investigações internas sobre o caso, sem porém encontrar os responsáveis. A explosão ocorreu no bloco 1 do campus da instituição e provocou o desmaio da aluna do curso de Ciências Biológicas, Mariza Silva, que passava naquele momento pelo corredor. Porém, não ocasionou danos materiais.
O presidente da comissão, o professor de Direito Gláucio Hashimoto, disse que as investigações não tiveram sucesso em encontrar um responsável pela explosão. Seis pessoas que estavam próximas ao local foram interrogadas. ''Ouvimos pessoas que eventualmente tenham escutado alguma coisa. Mas como a bomba teve um efeito retardado, ninguém viu nada quando explodiu'', afirmou. Hashimoto descartou, no entanto, a utilização de artefatos militares no incidente. ''Isso não aconteceu. Como suspeitamos desde o início, foi provavelmente uma brincadeira de criança, como até mesmo os policiais que estiveram no local disseram'', contou.
O diretor geral da FAP, professor Luis Henri, disse ontem que ainda não recebeu o relatório final com os detalhes do trabalho da comissão de sindicância. Henri afirmou ainda que se a investigação interna não foi capaz de identificar o responsável pela explosão, a instituição irá requisitar o trabalho da polícia. ''Vamos procurar outras instâncias, até mesmo a policial''.
O delegado de Apucarana, Acácio Azevedo, também espera ter acesso ao trabalho da comissão.

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