Pela primeira vez, a Polícia Civil de Maringá realiza uma investigação exaustiva para apurar denúncia de negligência médica seguida de morte no sistema de saúde da cidade. O delegado-adjunto Luis Norberto Canhoto já sabe que Flávia Aparecida Schiavon da Silva ficou oito horas esperando pelo atendimento especializado de um neurologista, pedido pela Central de Vagas. Flávia foi a oitava paciente a morrer este ano no sistema público de saúde de Maringá enquanto esperava atendimento intensivo ou especializado. Só em janeiro, ocorreram sete casos semelhantes.
A resistência à investigação do caso foi sentida pelo delegado. Ele foi barrado ontem na Central de Leitos. Uma funcionária, que não quis se identificar, impediu com a mão estendida a entrada do delegado na sala da Central. Canhoto forçou a entrada.
Segundo a funcionária, a central recebeu na segunda-feira um pedido às 10h40 para Neurologia. O pedido para UTI, segundo a funcionária, só foi recebido às 20h30, dez minutos antes da menina morrer. Há contradições sobre o estado em que Flávia teria chegado ao pronto-atendimento da zona Norte, onde morreu. A enfermeira-chefe do NIS disse que Flávia chegou ao local passando bem. Porém, há informações de que a menina já teria sofrido um desmaio quando passou pelo pronto-atendimento da zona Sul.

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