Inverno também requer cuidados com os olhos
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Fernanda Carreira <br> <br> Reportagem Local 
Não é só no verão que os olhos precisam de cuidados específicos. O ar seco e as baixas temperaturas típicas do inverno podem levar à secura das lágrimas, diminuindo a lubrificação dos olhos. Além disso, sem os devidos cuidados, há o risco de alergias, infecções oculares e conjuntivites em virtude da poluição, dos sistemas de calefação e também da excessiva exposição em frente ao computador.
O alerta vem da oftalmologista Tânia Schaefer, de Curitiba, que afirma que a prevenção é fundamental já que os danos à saúde dos olhos são cumulativos e costumam ser percebidos tardiamente.
''Os olhos devem ser cuidados sempre, porque em cada época do ano é comum o aparecimento de um tipo de doença. No inverno, há um potencial maior de contaminação, de processo alérgicos e de infecções oculares devido aos ambientes fechados e da maior proximidade entre as pessoas'', afirma a especialista, alertando para a importância de sempre manter as mãos e objetos utilizados no dia a dia muito bem higienizados como forma de prevenir o aparecimento de doenças oculares.
Ela complementa que, além de propiciar o aparecimento das rinoconjuntivites, os sistemas de calefação utilizados tipicamente no inverno são também responsáveis pela maior evaporação das lágrimas e consequente secura e sensação da presença de areia nos olhos.
''Para evitar esses sintomas é fundamental que as pessoas pisquem mais ou utilizem colírios recomendados por um oftalmologista'', aconselha. ''Quem trabalha lendo tem uma tendência ainda maior de diminuir o número de piscadas e conforme você diminui o número de piscadas, existe uma menor lubrificação dos olhos e uma consequente exposição do orgão às doenças'', esclarece.
O uso de óculos com proteção UVA e UVB é outra recomendação da especialista, para os dias frios, contrariando a crença de que os olhos devem ser protegidos apenas nos dias de maior incidência do sol.
''Os efeitos nocivos dos raios ultravioletas não saem de férias durante o inverno, por isso evitar a exposição é fundamental'', destaca.
''Partes dos olhos como a córnea, o cristalino e a retina podem sofrer lesões sérias com os efeitos prejudiciais dos raios ultravioletas e a exposição às intempéries'', afirma a médica, lembrando que doenças como edemas, úlceras crônicas, catarata e degeneração macular podem ser potencializadas.
Segundo Tânia, tanto a catarata quanto a degeneração macular são doenças típicas da terceira idade, mas que têm surgido de forma cada vez mais precoce devido à falta de proteção.
''Por isso, crianças, jovens e adultos, de qualquer idade, devem tomar cuidado com o sol do inverno'', alerta. Os resultados da deterioração causada pelos raios ultravioleta aparecem em longo prazo e podem acelerar o processo de envelhecimento e deterioração da visão. Ou seja: a incidência dos raios ultravioleta sofridas hoje pode não ser sentida amanhã ou depois, mas certamente daqui uns 15 ou 20 anos.
Ela acrescenta que os óculos de sol sem proteção UV ou de má qualidade devem ser descartados, pois as lentes de vidro ou de acrílico colorido causam a dilatação da pupila da pessoa exposta ao sol, fazendo com que uma quantidade ainda maior de raios prejudiciais alcancem a retina. ''Para as crianças, o cuidado deve ser redobrado: jamais incentive o uso de óculos de brinquedo ou aqueles comprados em camelô.''



