Inverno seco favorece incêndios florestais
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segunda-feira, 15 de julho de 2002
Mônica Kaseker<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O inverno seco, com previsão de geadas, deve favorecer incêndios florestais de grandes proporções este ano, disse ontem o coordenador estadual da Defesa Civil, Luis Antonio Borges Vieira, durante o lançamento do Plano de Prevenção a Incêndios Florestais (Previflor). Através de uma parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foram investidos R$ 900 mil no plano deste ano. Cartazes, folhetos para panfletagem nas rodovias e cartilhas que serão distribuídas nas escolas tentam conscientizar a população para o risco de soltar balões, fazer fogueiras em acampamentos, jogar pontas de cigarro ou queimar lixo em terrenos baldios.
No último final de semana, um incêndio tomou oito alqueires de vegetação rasteira em Tijucas do Sul, ma Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e um helicóptero teve que ser usado para o combate, pulverizando água e produtos químicos sobre o local. Na RMC, é muito comum a ocorrência de incêndios por causa de balões, principalmente nesta época do ano. Já no Norte, Noroeste e Campos Gerais, as queimadas agrícolas indiscriminadas são a principal causa de incêndios. Nas áreas florestais, as regiões de maior incidência são Mangueirinha, onde está a maior reserva de Araucárias do mundo, o Parque Nacional do Iguaçu e a Serra do Mar.
Depois de 1999, quando um grande incêndio destruiu parte da Ilha Grande, o número de incêndios e da área total atingida vem diminuindo no Paraná. De 126,8 mil hectares, passou para 8,7 mil hectares em 2000 e para 1,46 mil hectares no ano passado. O número de ocorrências também caiu praticamente pela metade nos últimos dois anos, passando de 6,6 mil para 3,1 mil.
O Previflor envolve o Sistema Meteorológico do Paraná, as polícias rodoviárias e o Corpo de Bombeiros e é realizado de julho a novembro, meses de maior incidência de incêndios florestais. Através do monitoramento por satélites durante 24 horas, a Defesa Civil chega aos chamados pontos quentes, onde há maior probabilidade de ocorrência de incêndios.
Nos postos rodoviários é colocada uma placa que indica maior ou menor risco de incêndio florestal. O atendimento nos locais é feito através de oito regimentos dos bombeiros no Estado, onde funcionam as Centrais de Catástrofes. O Paraná tem à disposição, em casos de incêndios florestais, cerca de 60 aviões e helicópteros para o combate aéreo do fogo, jogando água ou produtos químicos sobre o local.


